Tecnologia não é tese de investimento
Por que a SVI investe em negócio, não em código
Ao longo de mais de 20 anos empreendendo, vi muita gente apaixonada por produto.
Gente convencida de que a sua ideia vai resolver os problemas do mundo.
Gente que “descobriu” uma oportunidade de milhões.
Também tive a oportunidade de conhecer dezenas de parques tecnológicos, hubs de inovação, incubadoras e ecossistemas. E, muitas vezes, a sensação é a mesma:
Produtos até bons.
Tecnologia interessante.
Mas sem venda.
E negócio que não vende não é negócio.
Produto não sustenta empresa.
Cliente sustenta.
O que faz um negócio de verdade não é o produto em si.
É cliente, é venda, é MRR, é nota fiscal emitida.
Produto é importante? Claro que é.
Um bom produto dá sustentação ao crescimento.
Mas apenas um bom produto não define crescimento nem prosperidade.
Startups não quebram porque o código é ruim.
Quebram porque não vendem.
Escuta ativa vale mais que produto “perfeito”
Um empreendedor com escuta ativa, mesmo que não tenha o produto ideal no início, consegue ajustar, corrigir e evoluir.
Ele escuta o mercado, entende a dor, adapta a oferta.
Já um empreendedor com um ótimo produto, mas sem escuta ativa, dificilmente chega do outro lado.
Porque, muitas vezes, o problema não está no produto, mas:
• na proposta de valor,
• no posicionamento,
• na forma de vender,
• ou no cliente que ele escolheu atender.
E o mercado não tem dó.
Ele simplesmente não compra.
Produto sozinho não vende.
Quem vende é estratégia, execução e escuta ativa.
Estratégia sem execução não vale nada
Planejamento sem execução não serve para nada.
Estratégia sem “mão na massa” vira slide bonito.
O que constrói negócio é a combinação de:
• produto que resolve uma dor real,
• estratégia clara,
• execução consistente,
• aprendizado rápido com o mercado.
O que nos atrai como investidores
Como investidor, o que me atrai — e o que atrai a SVI – Smart Value Investment — não é código sofisticado.
É encontrar:
• mercados com dor latente;
• empreendedores com escuta ativa;
• founders mentoráveis;
• times capazes de executar;
• e, sim, um bom produto, para sustentar a estratégia e aguentar a batida do mercado.
Aqui na SVI, nesses últimos anos investindo juntos, aprendemos algo muito claro:
o que faz um negócio não é só o produto.
É o empreendedor.
É a estratégia.
É o time.
É a capacidade de ouvir, aprender, executar e ajustar rápido.
Tecnologia ajuda.
Mas negócio se constrói com gente, mercado e execução.
Leandro Scalabrin
Empreendedor, investidor anjo e presidente da SVI – Smart Value Investment